Beleza Interior,

Um post honesto sobre como me sinto ultimamente

 

Já passou mais de uma hora desde o momento em que me sentei em frente ao computador, e nada… Não sai uma única palavra. Uma maldita palavra!?

Não tenho sido capaz de escrever uma única palavra, nem nesta hora, nem nos últimos meses, e só agora é que me apercebi porquê. Eu tenho me sentido completamente consumida, distraída e over whelmed. Tenho me sentido consumida pela vida e pelo trabalho, ando distraída com os meus pensamentos profundos, com os meus planos e às tantas sinto-me assoberbada com sentimentos de excitação, medo e preocupação. É uma sensação estranha esta, uma sensação de all in one inexplicável e improvável. Mas real.

Este site começou como uma grande vontade, quase como um sonho, uma meta que acabou por se transformar no centro da minha vida.  Independentemente de ter entrado no meio televisivo depois. Quis e tentei sempre alcançar a perfeição, a qualidade máxima. Não me contentei nunca com algo que fosse o suficiente para pôr algumas palavras soltas e umas imagens minhas. Não… Quis dar o melhor de mim, e investir tudo aquilo que esteve ao meu alcance para conseguir pôr a minha visão, aquilo que tinha imaginado aqui. No Palanca Noire. Mas independentemente de ter estado sempre longe daquilo que queria, ao final do dia tinha aqui o meu canto, era meu e só meu, e sempre amei ver o resultado do meu esforço. Até que por uma mistura de azar e distracção, perdi tudo e comecei tudo do zero há sensivelmente 2 anos. Típico da Simone!

Eu comecei a escrever este post a pensar “sobre o quê que eu poderia falar após tanto tempo ausente?”. Perguntei a mim mesma enquanto fazia o meu chá. Mas hoje finalmente entendi que apenas preciso de desabafar convosco. Sinto necessidade de ser real neste espaço, no meu cantinho.  Preciso apenas de ir falando o que sinto. OK? 2018 foi “O” ano. Claramente o ano mais duro da minha vida, em muitos aspectos. Cheio de Up’s and downs, aliás assim que fecho os olhos só consigo sentir uma vontade imensa de falar sobre o meu crescimento como pessoa, como é que eu me senti enquanto Simone. Não como Youtuber, blogger, ou atriz, não como alguém nas redes sociais nem como figura pública, mas como uma pessoa comum que vive a sua vida aprendendo e sentindo um dia de cada vez.

Acho que sempre fui muito dura comigo mesma e exigente demais até, impedindo-me de ter por vezes o discernimento necessário para saber parar, aceitar, recuar ou avançar. E ficava ali, meio que num transe existencial. Com uma vontade imensa de agarrar todas as pontas soltas e fazer tudo de uma vez,  o que é praticamente impossível ( porque não se consegue estar em todas as frentes de batalha), e exactamente por isso vem surgindo uma ansiedade e frustração crescente por achar que estou a falhar de alguma forma. Mas falhar como? Com quem? No quê? Falhar? Disparate! Estamos a crescer. E viver é isso mesmo, passa por lidarmos com algumas pontas soltas enquanto resolvemos outras, e enquanto saboreamos outras. Claro Simone! Dito assim parece fácil! E talvez seja, não sei. Pelo menos em tempos para mim foi, parecia que fazia isso com uma perna ás costas. Mas com o passar dos anos, o que era óbvio deixou de ser e  a confiança nas decisões, por mais ínfima que seja, já não é tão grande.

Uma coisa é certa, houve muitas mudanças, evoluções a nível pessoal, muitas das quais ainda estou a processar, mas houve realmente uma mudança grande em mim enquanto pessoa. Aproximei-me de algumas pessoas, perdi contacto com outras, afastei-me por completo de outras, e redescobri formas de relacionar-me com outras. E senti tudo isso profundamente. Foi quase como se estivesse numa cirurgia acordada, senti tudo… E parece que estamos um pouco em transe durante o procedimento. Mas seguindo a analogia, já terminou e agora estou bem. Apenas me restam memórias desse momento. Realmente traumático, caso tivesse acontecido! Não sei se vocês estão a perceber alguma coisa do que estou para aqui a debitar, ou se tudo isto soa como um post sem nexo e completamente vazio de sentido. Mas há tantas camadas por baixo destas palavras que quase teria que escrever uma tese para conseguir explicar! ahahaha. Mas agora a sério, só não fazia sentido vir falar sobre roupa e sapatos (ainda…). Fazia sentido falar sobre mim, a minha pessoa. Sobre a vontade de ser mais saudável física e mentalmente. E a vaidade…? Aos poucos há de vir ganhando o seu devido lugar na vida. E não pintar o inverso para vocês só porque era o espectável. Isso não… Espectável é que eu seja genuína, e por isso aqui estou eu sem filtros. A vida pode ser alegre e cheia de coisas boas para partilhar, mas lembrem-se sempre que todos nós somos humanos e aquilo que isso representa em si. Logo, os percalços e algumas quedas também fazem parte.  E isso é mais importante do que os likes no instagram, no youtube, ou que qualquer outro número numa das plataformas das redes sociais e das nossas contas bancárias. É importante lembrarmo-nos sempre que há algo mais acima de tudo isso. A essência intrínseca em cada um de nós é desprovida de qualquer adorno social. It is what it is. Todos iguais e feitos da mesma matéria.

O que eu aprendi em 2018? Que quando esquecemos esta regra de ouro, é muito fácil perdermos o foco e automaticamente a razão do Ser, ficamos iguais a um periquito na sua existência, ou a um coelho, ou a um outro animal qualquer da natureza cujas preocupações são dormir e comer, ou seja basicamente sobreviver. Nós humanos precisamos de um pouco mais do que isso para nos mantermos “ligados” . Precisamos do foco e de nunca perdermos a nossa essência.

PN

 

 

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